O exponencial crescimento da população mundial leva a uma cada vez maior necessidade de uma mais eficiente produção de alimentos, nomeadamente em quantidade. Nos países desenvolvidos essa meta tem sido atingida, embora noutras partes do mundo as situações de fome e subnutrição sejam sobejamente conhecidas. Mas essa mesma eficiência só é possível porque o recurso a substâncias quimicas, como factores de produção, é hoje em dia um facto que permite assim a maximização da produção alimentar. No circuito dos alimentos - “do prado ao prato” –a fase de produção primária é talvez aquela em que o recurso à utilização de substâncias químicas como factores de produção, é mais premente e real. Dentro destas substâncias destacamos os medicamentos veterinários, necessários à produção animal nas suas várias vertentes de utilização como a terapêutica e a profilática. Contudo a utilização destas substâncias deverá ser realizada por técnicos devidamente credenciados para o efeito, ou sob sua supervisão e de modo responsável e eticamente inquestionável. Infelizmente isto não é de todo verdade uma vez que, como é do conhecimento da população em geral, os prevaricadores são uma realidade com a qual temos de nos confrontar. Relembram-se as recentes “crises dos nitrofuranos e das dioxinas”. Assim a utilização incorrecta e/ou fraudulenta das substâncias quimicas pode conduzir à presença de residuos (dessas mesmas substâncias e/ou dos seus metabolitos biologicamente activos), nos tecidos edíveis dos animais tratados, em valores que podem ser prejudiciais para o consumidor desses produtos. Importa também referir que nem sempre a presença de resíduos de substâncias químicas advém desta utilização intencional pois pode ocorrer por contaminação ambiental.
Tanto a nível nacional, como europeu, e mesmo mundial, existem estruturas e entidades (ASAE, DGV, DGARD, EFSA, EMA, entre outras) responsáveis pela imposição de regras rigorosas à utilização dessas substâncias com vista à sua utilização segura sem riscos, ou com riscos minimos para os animais e muito em particular para a Saúde Pública, mas a responsabilidade estende-se também ao controlo e monitorização dessa utilização. É assim que a análise de risco, nas sua várias fases (avaliação, gestão, comunicação e monitorização de risco), se tornou uma metodologia fundamental à pressocução daqueles objectivos.
No processo de avaliação de risco, através da identificação do perigo e dos pontos criticos da exposição é calculado...




