A incerteza das eleições legislativas de 2012

AutorArnaldo Ourique
Cargo do AutorLicenciado, Pós-Graduado e Mestre em Direito, Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Páginas372-374
372
A INCERTEZA DAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS DE 2012 (
95)
Talvez certezas.
1. Os açorianos sabem que existem dois partidos políticos com capacidade de
governar, o PSD e o PS. Mostra-o com muita evidência toda a história da autonomia
política, onde PSD governou durante 20 anos com a média de 51% dos votos e onde o
PS (contabilizando já este mandato de 2012-2016) também governou durante 20 anos
com a média de 48% dos votos.
2. Os açorianos sabem que o homem não é estanque, que é permeável, como ser
vivo, ao que o rodeia mesmo a nível mundial devido às facilidades de comunicação
em que vivemos. Por isso os partidos regionais nestas eleições sofreram todos, sem
exceção, da circunstância penosa em que o país vive: o PS o pesado encargo de possuir
uma maioria governativa que não lhe permite desculpas e num contexto muito difícil; o
PSD o imbróglio de ter de procurar uma solução interna (que não existe?), de ter que
alterar atitudes político orgânicas (que não as sabe fazer?).
3. Os açorianos sofreram da circunstância. Sofreram o que é diferente de castigar
o governo central (PSD/PP). Por mera punição, por mero decoro de mensagem, seria
penalizarem-se a si próprios porque o Estado não tem interesse nenhum, em geral bem
entendido, sobre as eleições regionais que pouco ou nada adiantam ao estado em que o
Estado se encontra e os açorianos têm maturidade para distinguir as águas por que
velejam.
Talvez incertezas.
4. A história das eleições regionais mostram que quando a abstenção aumenta
(ou na ordem acima dos 45%) o PSD é penalizado. E estas eleições não se desviaram
desta regra histórica. Ou seja, o PS novamente ganhou por mérito alheio: porque a
abstenção manteve-se nas duas principais ilhas acima dos 50%, portanto aumentou;
(95) De 18-10-2012, mas não publicamos.

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